CARTAS

 Ela foi toda aberta…

Cada carta, toda exposta.

 

O choro todo contido

Na procura da resposta.

 

O medo todo aflorado,

Em cada veia alterada.

 

A novidade fantasiosa,

E ela toda alvoroçada.

 

O sopro todo soprado,

Na angústia anedota.

 

O desespero reprimido,

Com a felicidade toda imposta.

 

O destino sendo lido,

Eis aí: a bosta.

 

 

Clareanna Viveiros Santana, 01/03/2008, 00h25min.

Published in: on Julho 14, 2008 at 3:02 am  Deixe um Comentário  

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