assiM…aos avessos…

 

Toda angústia consumida num simples gesto

torturando no momento indigesto.

 

Sonetos compostos de fracasso;

O universo pesando em cada passo; 

Cada lágrima escorrida na face

Fere, rasga, desfigura a pele.

 

E na escolha do caminho…

Segue cega, a teimosa, o destino.

 

 

Clareanna V. Santana. 31 de maio de 2008.

Vambora – Adriana Calcanhoto

Published in: on Julho 14, 2008 at 4:11 am  Comentários (2)  

A um guerrilheiro…

 Era com toda vontade
toda garra guerrilhava.

Todo suor transpirava
na busca de suas idéias.

Era o cara que eu não conhecia
mas que recentemente admirava;

Que às vezes eu criticava
na glória da euforia.

O guerrilheiro agora pousa
nas flores que buscava…

Pois a liberdade repentina
veio a ti beijar…

Agora em outro lugar
sua guerrilha continuará.

< < Beijos. > >

Clareanna V. Santana, Sábado , 05 de Julho de 2008

Published in: on Julho 14, 2008 at 4:04 am  Deixe um comentário  

Domingo

O tédio,

O prédio,

O nada,

O fato,

O fado,

O chato.

 

Clareanna V. Santana, 04 de maio de 2008.

Published in: on Julho 14, 2008 at 3:52 am  Deixe um comentário  

O pirata-fantasma

 

Eu procurei.

Ele sumiu.

Nem no horizonte achei.

Ele desapareceu.

 

Me ignorou.

Ele fugiu.

Será que foi pelo mar?

Ou será que foi pelo rio?

 

Clareanna Viveiros Santana, 24 de abril de 2008.

Published in: on Julho 14, 2008 at 3:47 am  Deixe um comentário  

A água.

 

Escondia-se

no silêncio dela,

aquela gala rala,

numa noite turva…

 

E perguntava:

Será que foi baba?

Ou será que foi chuva?

 

Clareanna Viveiros Santana, 07 de abril de 2008

Published in: on Julho 14, 2008 at 3:34 am  Deixe um comentário  

Somos nus

 

Somos um…

Bi,

tri.

 

Somos tudo possível;

Somos nós,

somos eu,

somos você…

Ou vocês.

 

Em partes iguais,

desiguais,

de longe,

monges.

 

Putos!

Putas!

Gays.

 

Somos dois,

Somos ímpares…

Quem sabe mais.

 

Tudo possível!

Todo o possível!

Impossível.

 

 

Clareanna Viveiros Santana, 06 de abril de 2008.

Published in: on Julho 14, 2008 at 3:31 am  Deixe um comentário  

Morena

 

Ela era tão triste…

Eu bem sei como é isso,

mas ela é triste por mais tempo,

eu só conheço a profundidade.

 

Não fique assim, morena.

Um dia a gente percebe

que o que vale são as boas atitudes

e que amar não é acorrentar-se.

 

Um dia a gente percebe

que o amor é a própria liberdade:

A liberdade de escolha.

O que vale são as grandes pessoas.

 

Um dia a gente aprende

a valorizar o que é nosso.

As pequenas pessoas?

deixe que Deus tome conta.

 

Clareanna Viveiros Santana. 25 de março de 2008

Published in: on Julho 14, 2008 at 3:23 am  Deixe um comentário  

CARTAS

 Ela foi toda aberta…

Cada carta, toda exposta.

 

O choro todo contido

Na procura da resposta.

 

O medo todo aflorado,

Em cada veia alterada.

 

A novidade fantasiosa,

E ela toda alvoroçada.

 

O sopro todo soprado,

Na angústia anedota.

 

O desespero reprimido,

Com a felicidade toda imposta.

 

O destino sendo lido,

Eis aí: a bosta.

 

 

Clareanna Viveiros Santana, 01/03/2008, 00h25min.

Published in: on Julho 14, 2008 at 3:02 am  Deixe um comentário  

O que é ter texto?

O que é fazer um texto, se eu abandonei tudo?!

Abandonei minhas palavras…

Como que de repente faço um texto? Assim? Sem nexo? Sem texto?

Isso é texto?

Não entende? Estou em crise!

Não sei de texto nenhum…

Não sei você, mas isso não é um texto.

 

Não vou nada bem…

E o que te importa?

 

Clareanna V. Santana 28/02/2008

Published in: on Julho 14, 2008 at 2:56 am  Deixe um comentário  

TAPETE VERMELHO

Eu queria ficar aqui no meu quarto,

Eu e eu no meu quarto

como se tivesse num mundo paralelo,

Eu e eu no meu quarto.

Ah! Como eu queria um tapete vermelho

para passar com a dor e o medo,

sentir em cada passo a liberdade,

perder em cada passo o medo.

Eu queria me perder por um segundo,

ficar olhando o nada ao meu redor,

Eu e eu no meu quarto mundo

tentando desvendar o meu temor.

Ah! Essa alegria de repente

que deixa minha carne triste quase contente

e aloja no meu peito a dor e o medo

que eu tinha perdido no meu tapete vermelho.

 

Clare. (28 – setembro – 2007)

 

Published in: on Julho 14, 2008 at 2:41 am  Deixe um comentário  
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